Lamento quando vejo um jovem defender ideias de um liberal que tem como guru o Paulo Guedes, um executivo que por interesse próprio é a favor da precarização do trabalho. Também lamento ainda termos tanta gente que defende um personagem que tem sido criticado veementemente pela direita, pelo centro e pela esquerda no mundo. Lamento existirem tantos jovens que desconhecem a história, dos danos causados pelo último aventureiro, sem experiência em gestão que chegou ao poder, Fernando Collor. É preocupante tantos jovens que pleiteiam vagas nas universidades públicas, bolsas, maiores investimentos, concursos públicos defenderem um liberal conservador autoritário como o Jair. Nós que fazemos parte dos institutos federais e universidades sabemos o que representou o governo do FHC e os seus retrocessos que nos deixaram tão a míngua. A expansão promovida pelos governos do PT representou um aumento de mais de 100% no valor das bolsas de pós graduação, a interiorização, que permitiu jovens do interior terem acesso a uma educação pública e gratuita. Lamento muito ver tantos jovens defendendo um autoritário que disse que o mal da ditadura foi ter torturado e não matado uns 20.000, que mulher deve receber menos que homem porque engravida, ou mesmo ter proferido a blasfêmia de que não estupraria uma parlamentar porque ela não valia a pena. Lamentável ver que as ações da fabricante de armas Taurus aumentou em 116 vezes o seu valor, diante da possibilidade do Jair ser eleito. Ele que prega o armamento da população e uma espécie de aval para a polícia matar, logo uma das polícias mais truculentas e que mais mata no mundo. Triste porque 90 % da população carcerária é composta de pretos e pobres, o maior índice de mortes está na periferia, coincidentemente onde existe o menor índice de equipamentos de lazer e cultura. Muito triste uma juventude que desconhece as premiações internacionais que Haddad recebeu enquanto gestor, ou mesmo o impacto que o seu trabalho enquanto ministro da educação gerou diante da criação de centenas de universidades e institutos federais. Triste que estejamos vivendo esse momento, enquanto na Alemanha ocorreu uma enorme marcha contra o autoritarismo e a escalada facista, aqui no "terceiro mundo" grande parte da população dá as mãos com essa ideologia nefasta que protege ricos e mata pobres. Lamento, mas ainda existe esperança.
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
CORAJOSO É O HOMEM QUE AMA UMA MULHER SELVAGEM
"Homens regulares não sustentam a potência feminina, seus espíritos selvagens, que amam em intensidade que prezam a liberdade!
Homens regulares não entendem a poesia na sua fala as intenções das suas ações .
Homens medianos preferem mulheres medianas porque ficam mais seguros com elas. Estas não irão desafia-los. Não vão levá-los ao seu submundo , clarear suas sombras a fim de refinar seu ser e permitir que renasça um homem mais potente e seguro de sua masculinidade. Não vão encoraja-los a serem a sua melhor versão, e não por imposição, mas por inspiração!
Uma deusa é iniciadora na arte do amor e sexo, e é preciso ter coragem para ser iniciado por uma sacerdotisa. Só os homens abertos, despertos, e que estão sentindo o chamado do despertar dos seus femininos que têm a capacidade de amar uma deusa, e estes serão agraciados pela companhia de uma mulher que respeita e honra esse masculino por ele ser quem é.
As deusas despertam os deuses.
Em equilíbrio perfeito de suas polaridades, eles encontram a sua maneira de amar e se relacionar, ancorados no profundo amor, respeito e reverência à existência .
Quando uma mulher se reconhece Shakti, só lhe serve os Shivas..🙌💗quando um homem se reconhece Shiva, só lhe cabe uma Shakti."
Anieli Talon @anileitalon
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
POLÍTICAS, PROMESSAS, DESENGANOS E INTERESSES INTERNACIONAIS
POLÍTICAS, PROMESSAS, DESENGANOS E INTERESSES INTERNACIONAIS
O ano de 2016 foi marcado pelo segundo impeachment de um presidente da
república no Brasil. Sob o pretexto de que a presidenta Dilma Rousseff havia
tomado crédito suplementar sem aprovação do congresso nacional, deputados e
senadores depuseram-na após abertura de um processo previsto na constituição,
isso 25 anos após o impedimento do então presidente Fernando Collor de Melo.
O período que antecedeu e sucedeu o impeachment
da presidenta Dilma Rousseff, foi marcado por muitas divergências,
primeiramente no campo político, estando elas relacionadas principalmente aos
rumos da economia. No âmbito da jurisprudência do impedimento, a divergência
estava entre especialistas (juristas, cientistas políticos, sociólogos, etc.) e
envolvia o enquadramento da questão – golpe ou impeachment? Nesse sentido, torna-se relevante delimitar nossa
discussão ao contexto econômico e político, de modo a colaborar com o objeto de
estudo proposto nessa pesquisa. Fato
importante a ser destacado é que no dia 31 de agosto de
2016, o então Vice-Presidente em exercício, Michel Temer, assumiu interinamente
a presidência da república. A sua plataforma de governo, a chamada “Uma ponte
para o futuro”, no âmbito político-ideológico, apresenta-se em posição completamente
oposta à agenda do governo anterior, do qual ele era anteriormente integrante.
A título de registro histórico, cabe aqui rememorar um aspecto importante,
apontado ainda no ano de 2017, portanto anterior aos vazamentos de diálogos[1] entre os procuradores da
operação Lava Jato e o juiz Sergio Moro, responsável pelos julgamentos da
operação na cidade de Curitiba. Essas ações, marcadas por ilicitudes de várias
ordens, contribuíram significativamente para a ascensão do então vice-presidente
a cadeira da presidência da república, algo que por sua vez, deu início a uma
mudança nos rumos da política econômica brasileira.
[...] a atuação do Judiciário tem
ocupado, de modo cada vez mais abrangente, a agenda política, por meio de
movimentos sincronizados, visando a interferir tanto no funcionamento do
Parlamento – como na não destituição do Presidente da Câmara em dezembro de
2015 e na sua posterior destituição, em meados de 2016, quando já cumprira “sua
missão” –, quanto em eventos relacionados diretamente à massa da população
(passeatas por todo o País e eleições antecedidas por operações, prisões e
conduções coercitivas eivadas de ilegalidades). Apesar de a destituição de
Dilma Rousseff ter ocorrido pelas mãos do Parlamento, em suas duas Casas, toda
a ação política contou com decisiva participação de órgãos do Poder Judiciário,
que contribuiu com a desestabilização política do governo nos eventos que
antecederam a votação final no Senado, e, em especial, com o não oferecimento
de proteção constitucional contra o uso deturpado do instituto do impeachment.
[...] Finalmente, no dia 29 de agosto, tem início a sessão de votação no
Plenário do Senado, sob a presidência do ministro Ricardo Lewandowski,
presidente do Supremo Tribunal Federal. No dia 31, por 61 votos a 20, o caso é
encerrado: Dilma Rousseff é destituída do cargo. No mesmo dia, Temer toma posse
e, assim, se torna o 37o Presidente da República (CAVALCANTI; VENERIO, 2017,
P.144-145).
A posse do presidente
Michel Temer, intensificou uma série de políticas econômicas, voltadas para o
mercado financeiro internacional e que tinham como base o programa Ponte para o
Futuro. Na época, eram feitas promessas como a criação de novos postos de trabalho,
equilíbrio e crescimento da economia, redução das desigualdades, novos
investimentos internacionais no país e combate a corrupção, algo que hoje, três
anos após o impedimento, é possível verificar claramente que tais medidas não
tiveram o impacto desejado, findando por mergulhar o país em uma crescente
desaceleração da economia, aliada ao desemprego e precarização do trabalho. Em
linhas gerais referido programa demonstrava:
[...] uma grande preocupação com a
crise fiscal (diminuição dos recursos carreados aos cofres públicos) e com a
rigidez do orçamento (“dificuldade” para alocação dos recursos). Esses fatores,
combinados com a indexação de benefícios 156 RIL Brasília a. 54 n. 215
jul./set. 2017 p. 139-162 (salários, aposentadorias etc.) e com a falta de uma
ampla reforma da Previdência, teriam contribuído para um desequilíbrio nas
contas do Governo, para o aumento da inflação e para a crise econômica de modo
geral. A solução, de acordo com o texto, deve passar pelo crescimento
econômico, pela reforma do orçamento – para “flexibilizar” os destinos dos
gastos públicos –, pela redução da taxa básica de juros e pela reforma da
Previdência Social, principalmente com a revogação da indexação dos benefícios
pelo salário mínimo (desindexação) e com o aumento da idade mínima para a
aposentadoria (CAVALCANTI; VENERIO, 2017, P.156).
Os desdobramentos dessa política de austeridade fiscal, que desobrigou o governo de efetivar ou ampliar programas de assistência as classes sociais menos favorecidas, em paralelo a flexibilização das leis trabalhistas; contribuíram significativamente para um aumento do desemprego e da informalidade nos postos de trabalho, isso porque tais medidas, alinham-se as diretrizes do Fundo Monetário Internacional (FMI), que representa os interesses do grande capital internacional; ou seja, cada vez mais lucros oriundos da financeirização, sem que haja uma preocupação efetiva com a produção e geração de novos empregos.
12/2019 Maíra Nobre de Castro
OBS: Recorte da dissertação, parte descartada pelo orientador mas que não quero descartar, e sim destacar! Abraços!
[1] O site de notícias The Intercept,
publicou uma série de conversas vazadas entre procuradores da lava jato e o
então juiz Sérgio Moro, naquilo que ficou conhecido nos veículos de imprensa
como Vaza Jato Os diálogos demonstraram um conluio para condenar sem provas
contundentes o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a época,
aparecia em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para as próximas eleições
presidenciais.
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
INTRODUÇÃO AO FEMINISMO DECOLONIAL
INTRODUÇÃO AO FEMINISMO DECOLONIAL
O curso é totalmente online e apresentara o contexto político e intelectual em que a teoria queer surge. O encontro tem caráter introdutório, sendo sua temática central a política dos anormais, sexualidade, controle e a invenção do sexo. O minicurso acontecerá no dia 12 de agosto de 2020, das 19h às 21h, de link privado, em tempo real. Haverá certificação contabilizando 2h/a para os inscritos. Inscrições gratuitas! A frente desse curso estará a escritora e transfeminisma Helena Vieira. Redes e links para benfeitoria em https://linktr.ee/helenavieirasexta-feira, 7 de agosto de 2020
MASCULINIDADE TÓXICA
Oi gente,
Esse é o link para assistir a LIVE sobre MASCULINIDADE TÓXICA. Alguns do efeitos da
masculinidade tóxica estão a supressão de sentimentos, encorajamento da violência,
falta de incentivo em procurar ajuda, até coisas ainda mais graves, como perpetuação
encorajamento de estupro, homofobia, misoginia e racismo”.
https://www.instagram.com/tv/CDSRqOKH1RUwXgRm99ThPbkN4cnsxv797h53Zc0/
Referências da pesquisa sobre Masculinidade Tóxica com vários artigos, sites, vídeos e documentários
que vocês podem ter acesso para ler e assistir mais, para aprender sobre o tema. Base estudada para a
Live com Prof. @danielsoulhistoria sobre Masculinidade Tóxica.
1-https://www.vittude.com/blog/masculinidade-toxica/amp/
2-https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/22/estilo/1548175107_753307.html
3-https://www.psicanaliseclinica.com/masculinidade-toxica/
4-https://radis.ensp.fiocruz.br/index.php/home/entrevista/o-machismo-fragiliza-todo-mundo
5-https://radis.ensp.fiocruz.br/index.php/home/reportagem/padroes-toxicos.
6-Os impactos da masculinidade tóxica no bem-estar do homem con-temporâneo: uma reflexão a
partir da Psicologia Positiva Raí Carlos Marques de Paiva e Fátima Niemeyer da Rocha. (Artigo)
7-https://nacoesunidas.org/oms-masculinidade-toxica-influencia-saude-e-expectativa-de-vida-dos-homens
-nas-americas/amp/
8-https://youtu.be/koPmuEyP3a0
9-https://youtu.be/C-1tdFGpekQ
10-https://youtu.be/NRom49UVXCE

